O Vazio

Autor: Darlan Villalba / Marcadores:

A Saga Camaleônica, texto 2 de 6.


Tantos são aqueles que evitam de enfrentar um desafio e se excluem do resto do mundo. Outros com o coração cheio de orgulho, se iludam na fachada de cristal da vaidade. E aos desesperados, que se jogam contra o muro do sofrimento, desejando assim enfrentar a dor ou ser consumido por ela. Este é O Vazio, leia e o compreenda, um dia todos nós passaremos por lá...


O Vazio

Meus pensamentos tilintavam pelo salão, ecoavam e voltavam a mim. Nunca tinha sentido o quanto eram altos. Agora são gritos no silencio que me ensurdecem. O que adiantava fugir? Onde quer que eu vá, eu sempre estarei lá. Agora entendo a dor dos náufragos que se atiram ao mar.
Mesmo perdido a morte eu encontre, dela não seria merecedor. O ceifador só dá a honra aos justos e condena aqueles que a procura, instigando a imortalidade da Esperança. Mas eu, viajante do espaço, se continuar afastando de minha pátria, terei uma vida semi-mortal. Nem ao mundo dos vivos, nem ao mundo dos mortos.
Não é vantajoso afastasse tanto, o calor da vida lhe chama novamente a sentir o prazer da dor. O universo é um lugar que todos os pensamentos se acumulam, aqui a morte não existe e o esquecimento é eterno. O pensamento tem o peso de planetas.
Senti no amargo coração, o picante gosto da putrefação. Neste mar de águas negras, só encontrei desesperados e fascinados pela auto-estima. Loucos que condenavam a vida numa imagem pressa no espelho da ilusão. Viciados que queimava seu sopro vital, sentindo o prazer dos adormecidos abrasados a morte. Encontrei também, horríveis criaturas que choravam um choro de criança, exalavam pena e melancolia, seus corações eram vazios, pois tinham sido roubados.

O vazio é uma pequena caixa negra de espaço infinito. Onde se é bonito de se ver, tendo as estrelas ao seu redor e o sol, perdido no infinito, sorrindo, sempre nos dando esperança. Mas aqui as lagrimas não são de alegria e o sorriso não é de satisfação. Somos todos perdidos, buscando um pedaço que nos faltam.

Afastando-me um pouco destas criaturas, cultivando a estagnação de suas vidas. Aproximei-me um pouco do calor que me restava no coração. Parei para refletir. E apreciei o sol que se escondia por detrás do planeta, com a tua radiante luz refletindo sobre todo o firmamento...


Ao escrever uma crônica, nem sempre sei como será o final e por muitas vezes nem o título. Só sei o resultado ao termina-lo.

Os textos que escrevo escondem significados ocultos, que até o autor só descobre depois de reler dezenas de vezes.

Espero que este texto sirva para algum proveito a vocês.
Tenham um belo dia.

10 comentários:

Julys Castro disse...

Kra!! Muito boa essas suas crônicas!!
Continue assim...
Certa vez alguém me disse:
"Faça oq te der na telha e não pense que vc é limitado!"
Então...passo o memso conselho...^^
ViVa LaS VeGaS!!!!
Ass:Baby Face

Artemis B. disse...

Suas palavras sublimam. Minha nossa, você é um talento. É tão raro encontrar blogs com conteúdo na rede, e sinto-me infinitamente feliz quando abro uma página dessas. Não pare, e terás aqui uma leitora constante.

Artemis B. disse...

http://diariodeartemis.blogger.com.br

Será bem-vindo.

=*

Artemis B. disse...

Olá, Darlan!

Eu descobri seu blog através do site blogs.com.br, e peço permissão para colocá-lo entre os meus favoritos.

Beijos.

Artemis B. disse...

Obrigada, e não estranhe se uma certa Jéssica Fontenele te adicionar no MSN.

=*

Mario disse...

muito bom continue assim

Gino Netto disse...

Olá Darlan!

O que houve que abandonou o blog?
Embora tenha apenas seis artigos publicados, seu blog alcançou o 3o. lugar no RANK do Blog Geral.

Não vai mais continuar suas histórias?

Abraços

Gino Netto
http://paginageral.com/bloggeral
http://paginageral.com/sobreblogs

Editor disse...

O vazio, a morte e o nada tambem são meus "leitmotifs". Estou postando no meu blog um sequência de textos intitulada: Monólogos de Nada e estou escrevendo um texto em forma de peça, sem título ainda, sobre o inusitado encontro dum personagem com a morte.
Parabéns pelas tuas, criações, graças a elas adquiro certeza que estamos no caminho certo ao escrevermos sobre o lado de lá.
isaias
http://pireu.blogspot.com

Anônimo disse...

Te lendo,pensei: o vazio é um vaso, oco por dentro e por fora. O vazio sou eu no trabalho,desiludida,desinspirada,barriga cheia e sem rede pra dormir. Mas se penso em meus semelhantes do outro lado da rua,sem teto, sem pão,sem rede ou inspiração... Ah! não devemos falar em vazio de maneira absoluta. "Pão ou pães, é questão de opiniães". Cada qual tem seu vazio, que só de si sabe, onde ele se faz mais profundo...

Anônimo disse...

" A luz negra de um destino cruel
ilumina um teatro sem cor
onde estou representando o papel
do palhaço do amor..." Cazuza